Suzana Guimarães, formada pela UFF, foi indicada para integrar, de 2026 a 2029, o grupo de especialistas da maior organização de conservação da natureza do mundo
Uma pesquisadora, que escolheu Niterói para viver, acaba de conquistar um reconhecimento internacional de peso. Dra. Suzana Guimarães, co-fundadora e coordenadora geral do Projeto Aruanã, foi indicada para compor o Grupo de Especialistas em Tartarugas Marinhas (MTSG) da IUCN, a União Internacional para a Conservação da Natureza, uma das maiores organizações ambientais do planeta relacionada à conservação de espécies. A entrada de Suzana no grupo, válida para o quadriênio 2026-2029.
Uma das ferramentas mais conhecidas da IUCN é a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas (IUCN Red List). Ela avalia o risco de extinção das espécies utilizando critérios científicos, como tamanho e tendência das populações, distribuição geográfica e ameaças.
O MTSG reúne pesquisadores e profissionais especializados em tartarugas marinhas de diferentes países. Entre suas atividades estão a produção e avaliação de informações científicas sobre as espécies, populações, ameaças e estratégias de conservação.
A trajetória de Suzana tem raízes fortes na região, em especial na praia de Itaipu. Nascida em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, ela escolheu Niterói para viver e foi na Universidade Federal Fluminense (UFF) que construiu sua formação. E foi à frente do Projeto Aruanã, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que ela construiu uma história de 16 anos de trabalho contínuo.
O que começou como um esforço local de cuidado com as tartarugas marinhas da praia de Itaipu cresceu, ao longo de quase duas décadas, até ganhar projeção internacional. Hoje, o nome da Suzana e do Projeto Aruanã representam a região de Niterói na conservação da vida marinha.
Fazer parte do grupo de especialistas da IUCN significa atuar lado a lado com cientistas de vários países, trocando conhecimento e ajudando a definir diretrizes para a proteção das tartarugas marinhas em escala global.
Sobre o Projeto Aruanã
O Projeto Aruanã dedica-se à conservação das tartarugas marinhas no estado do Rio de Janeiro, com foco na Baía de Guanabara. Por meio da realização de pesquisas científicas e ações de educação ambiental e sensibilização social, o projeto promove a participação da sociedade civil na proteção dos ambientes marinhos costeiros. Desde sua origem, busca atuar de forma colaborativa, em parceria com pescadores e diversas instituições para a promoção de ações decisivas no fomento de políticas públicas. O Projeto Aruanã conta com o patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, e também com a parceria do Aquário Marinho do Rio de Janeiro.