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Projeto Aruanã alerta para respeito à vida marinha após caso de retirada de tartaruga da água na Praia de Itaipu (Niterói, RJ)

Com a chegada do verão e o aumento do número de banhistas nas praias, também se intensificam os encontros com a vida marinha. Diante desse cenário, o Projeto Aruanã faz um alerta à população: é fundamental agir com respeito, responsabilidade e consciência ambiental.

Durante o feriado de Natal, famílias que aproveitavam o dia de sol e calor intenso na Praia de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, se depararam com uma cena que causou indignação. Na tarde de 25 de dezembro, um homem foi flagrado carregando uma tartaruga marinha com as mãos, em meio aos banhistas. Segundo relatos, o animal teria sido retirado da água para que as pessoas pudessem tirar fotos.

Crime ambiental

O episódio foi registrado em vídeos e imagens que circularam rapidamente pelas redes sociais, provocando revolta entre moradores da região e internautas. A prática, além de causar estresse e riscos ao animal, configura crime ambiental, conforme previsto na legislação brasileira.

De acordo com a Coordenadora-geral do Projeto Aruanã, Suzana Guimarães, não apenas capturar, mas também perseguir ou molestar animais silvestres é crime, passível de multa e até prisão. O Projeto Aruanã conta com o patrocínio da Petrobras do Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

“A Praia de Itaipu é monitorada há 15 anos pelo Projeto Aruanã, em parceria com a Reserva Extrativista Marinha de Itaipu (Resex-Mar Itaipu) e a Prefeitura de Niterói. Esse é um local escolhido pelas tartarugas marinhas para viver, se alimentar e permanecer por muitos anos”, explica.

Aproveitar o verão com consciência ambiental

Suzana reforça que o verão deve ser aproveitado com consciência. “O nosso alerta é para que as pessoas aproveitem o verão e a praia, mas não tentem se aproximar ou pegar os animais. Vamos aprender a admirar com os olhos essa belíssima natureza que temos aqui”, afirma.

A técnica do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e representante da Resex-Mar Itaipu Júlia Telles destaca que as praias oceânicas da região fazem parte de uma reserva extrativista marinha, gerida pelo INEA, que possui regramentos próprios e monitoramento diário.

“Durante o verão, vamos intensificar esse trabalho em conjunto com o Projeto Aruanã, para garantir sempre o melhor para todos”, ressalta.

O Projeto Aruanã reforça que a proteção da vida marinha depende de atitudes simples, como manter distância dos animais, não os tocar, não os perseguir e acionar os órgãos responsáveis ou projetos de monitoramento em caso de avistamento de animais aparentemente debilitados.

Aproveitar o verão e curtir a praia é um direito de todos. Respeitar e proteger a vida marinha é um dever coletivo.

A conservação das tartarugas marinhas é a nossa paixão

O Projeto de monitoramento de tartarugas marinhas surgiu em 2010 através de um grupo de estudantes e com atuação restrita à Praia de Itaipu, Niterói. 

Parceria e ampliação dos esforços na pesquisa e conservação

O projeto também atua em parceria com diversas instituições públicas ou privadas, redes e ONGs com a finalidade de ampliar esforços e sensibilizar a população sobre a preo

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