No dia 7 de maio, o Projeto Aruanã, que conta com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental, inicia mais uma temporada de capturas intencionais das tartarugas marinhas que habitam a praia de Itaipu, em Niterói, no Rio de Janeiro.
A ação de monitoramento, que acontece na área da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu (Resex-Mar Itaipu), é realizada em parceria com pescadores locais e voluntários, sob a coordenação das pesquisadoras do Projeto Aruanã: Dra. Suzana Guimarães e MSc. Larissa Nunes.
O objetivo da pesquisa, que acontece desde 2013, é monitorar a agregação de tartarugas residentes na região, por meio de marcação, medição, pesagem, registro fotográfico para identificação individual (fotoidentificação), avaliação de saúde e coleta de amostras de tecido para pesquisas científicas.
Além do lado científico, a temporada de capturas intencionais, que começa na quinta-feira, 7 de maio e geralmente tem duração de 8 dias por temporada, é uma excelente oportunidade para que o grande público possa acompanhar de perto o trabalho em conjunto dos biólogos e pescadores e é claro observar de perto as tartarugas que encantam os frequentadores de Itaipu.
Pesquisa científica e a conservação marinha
O monitoramento realizado pelo Projeto Aruanã é importante para o avanço do conhecimento científico e para a conservação das tartarugas marinhas. Realizada desde 2013, a metodologia já foi testada e validada pelo Projeto Aruanã. Graças à marcação e à fotoidentificação, é possível reconhecer os indivíduos que vivem na região, acompanhar seu crescimento, taxas de abundância e demais parâmetros populacionais.
Para as capturas intencionais, é utilizada uma rede especialmente desenvolvida para o manejo seguro das tartarugas marinhas. Durante a temporada, são seguidos protocolos rígidos de bem-estar voltados aos animais capturados. A cada dia de trabalho, a equipe do projeto e os voluntários montam um cercado provisório na faixa de areia, para onde as tartarugas são levadas para a realização das medições e marcações. Depois, elas são devolvidas imediatamente ao mar.
Seguindo normas e autorizações do Centro Tamar/ICMBio, o Projeto Aruanã atua sob a licença Sisbio nº 77721, contribuindo para o Plano de Ação Nacional para Conservação das Tartarugas Marinhas, para a continuidade das pesquisas científicas e, ainda, para o fortalecimento das ações de conservação dos ecossistemas costeiros na Baía de Guanabara.
Sobre o Projeto Aruanã
O Projeto Aruanã dedica-se à conservação das tartarugas marinhas da Baía de Guanabara e regiões costeiras adjacentes. Por meio da realização de pesquisas científicas e ações de sensibilização social, o projeto promove a participação da sociedade civil na proteção dos ambientes marinhos costeiros. Desde sua origem, busca atuar de forma colaborativa, em parceria com pescadores e diversas instituições para a promoção de ações decisivas no fomento de políticas públicas. Em 2022, o Projeto Aruanã passou a contar com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal.